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31/12/2012

Esclerose Múltipla – Prognóstico e Evolução

Posted By: Vania Regina - 03:21

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Mesmo sendo uma das doenças mais comuns do sistema nervoso central, a Esclerose Múltipla não conta com previsibilidade, sendo sua evolução incerta, o que gera uma rotina de ansiedade para os portadores. Por se manifestar diversamente no modo e tempo em cada indivíduo, não existe uma regra de atuação padrão da patologia, o que existe são resultados de estudos que descreveram a atividade média de cada tipo de EM. Mesmo tendo uma evolução que gira ao redor de 25 anos, tal evento pode ocorrer mais ou menos rápido de acordo com cada pessoa, ocorrendo sua evolução por surtos e remissão, inicialmente em largos intervalos, quais encurtam e se tornam regulares ao longo dos anos.

Sendo assim, o produto desse trabalho pode ser considerado mais como orientação baseado em observações da movimentação do problema. Ou seja, não se pode cogitar que o resultado desse material seja orientador definitivo e sim demonstração dos sintomas e ciclo mais comuns da EM. Cada caso deve ser acompanhado individualmente pelo médico responsável.



Prognósticos e seu significado

Dependendo da maneira como a EM inicialmente infere-se o mal ou bom prognóstico. Lembrando que a denominação “mau” e “bom” refere-se ao direcionamento que o médico dará ao tratamento. Também não significa que se o diagnóstico for mau você irá piorar, mas que a possibilidade disso acontecer é maior.

> Saiba o que causa depressão na E.M.

Um prognóstico é considerado “bom” ou favorável quando:


>doença manifestada em mulher,

>do tipo surto-remissiva, ou seja, após o surto o paciente recupera total ou parcialmente as funções. Processo este que ao longo dos anos com a crescente do número de surtos irá debilitar o portador, criando a incapacidade gradual.

>Imprevisibilidade dos surtos, podendo ocorrem em intervalos de tempo de semanas ou anos.

>Início da patologia com Neurite Ótica.

>Pouca presença de surtos nos primeiros anos da doença.

>Início da doença em idade jovem.

>Reduzido número de lesões na ressonância.

>Presença principalmente de sintomas sensitivos como dormência e formigamento.

>Ausência de dificuldades na coordenação motora e marcha.

>Falta de evidência de evolução da patologia.

Um prognóstico é considerado mau, quando:

>paciente do sexo masculino

>presença de alterações no equilíbrio ou marcha no início da patologia.

>número superior de 05 surtos ao ano no início da patologia.

>elevado número de lesões na ressonância.

>patologia progressiva.


Em consequência do processo surto-remissivo e característica geral de progressão, o paciente tem a transmissão nervosa mais debilitada, podendo sofrer paraplegia, distúrbios da coordenação, distúrbios psíquicos, levando o portador a uma progressiva invalidez. É importante lembrar que os tratamentos têm cada vez mais evoluído e beneficiado os pacientes e os tratamentos, retardando e minorando as consequências da patogenia.
 Acima a Escala Expandida do Estado de Incapacidade de Kurtzke (EDSS) é um método de quantificar as incapacidades ocorridas durante a evolução da esclerose múltipla ao longo do tempo. A escala EDSS quantifica as incapacidades em oito sistemas funcionais (SF).Referência: Kurtzke. Neurology 1983; 33:1444-52.


Fatores de evolução

A evolução da Esclerose Múltipla é percebida principalmente através dos Surtos Evolutivos e da Progressão da Incapacidade, uma vez que no geral a doença evolui mesmo sem surtos.

Surtos Evolutivos

Antes de tudo devemos lembrar que o surto caracteriza-se pelo surgimento repentino de um novo sintoma ou grupo de sintomas e também pela acentuação dos já existentes. Quando acontece o surto este atinge seu auge em poucas ou dias, seguindo de uma estabilização dos novos sintomas. Esse movimento é variável e imprevisível, sendo considerado espontâneo, sendo, contudo, notado que a influência de infecções intercorrente, vacinação, traumatismo pode levar ao aparecimento de surtos. Mesmo sendo irregular é percebido que o risco de surtos é superior nos primeiros 05 anos após o diagnóstico da patologia. Já a marcha começa a ser debilitada após 10 anos de evolução da EM.

>E.M. Novos Tratamentos e descobertas


Progressão da Incapacidade

A evolução da EM não se dá somente quando do surgimento de surtos, mas sim progride relativamente independente destes.

A progressão vai depender do tipo de forma evolutiva, quais sejam forma Remitente e forma Progressiva.

A forma Remitente - tem como característica a recuperação total ou parcial dos surtos iniciais, sendo intercalados por remissões de duração irregular. Esse processo de surto e remissão faz com que ao longo dos anos o restabelecimento do paciente se torna menor. Após a fase surto-remissiva, ocorre um agravamento  contínuo, qual prossegue, em geral, durante 10 anos. Existem diversas formas de progressão, quais sejam:

A forma Progressiva Primária - caracteriza-se pela presença de evolução contínua da EM desde o início. Sua frequência é mais comum em EM surgida tardiamente. Somente 15% dos pacientes apresentam essa forma da patologia.

Formas Benigna X Maligna

A EM é considerada de Forma Benigna quando a doença apresenta uma incapacidade mínima após uma longa progressão. Também pode ser assim classificada a remissão de longa duração, após a ocorrência de poucos surtos.

Já a Forma Maligna da EM tem como característica a rápida evolução da patologia, culminando em incapacidade grave em poucos meses.
 

Mesmo a Esclerose Múltipla não sendo letal, a morte pode se dar por contribuição das deficiências neurológicas, quais podem contribuir com a ocorrência de acidentes devido a dificuldades de locomoção gerada pela EM. Em último caso, no caso de lesão da área do cérebro que controla o pulmão pode haver falecimento por parada respiratória. Infecções urinárias e sensibilidade à infecções intercorrentes também são riscos para complicações nos  portadores. Também é importante os pacientes estarem atentos aos efeitos colaterais dos medicamentos, já que alguns podem ocasionar embulia pulmonar, que se não tratada com prontidão pode levar ao óbito.

É importante ressaltar que somente o médico, através de seu histórico clínico, poderá identificar qual a forma e tipo de EM e direcionar o melhor e mais eficiente tratamento.

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Fonte: Literatura Especializada disponível na Rede.

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