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04/01/2013

Novos tratamentos e descobertas para Esclerose Múltipla

Posted By: Vania Regina - 03:12

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& Comment






A Esclerose Múltipla está entre as doenças mais comuns que acometem o sistema nervoso central entre jovens adultos. Também está entre as que, atualmente, contam com maior número de descobertas sobre a dinâmica e atuação da doença. Não obstante, continua sendo uma patogenia com cura ainda não encontrada e origem desconhecida e evolução incerta. Mesmo assim, como dito, muito já se tem avançado, comparativamente a outras doenças que atingem a mesma região do cérebro. A seguir comento sobre algumas das descobertas e tratamentos que mais tem chamado a atenção no momento.




Células Tronco


Entre as descobertas de tratamentos mais polêmicos está o transplante de células tronco, seja por este ser um tema relativamente novo para a sociedade, ou mesmo pelo receio de seus efeitos colaterais. Estudos afirmam que se feito este tratamento no início da doença os sintomas da E.M. podem ser controlados ou até mesmo revertidos, sendo essa doença autoimune a principal indicação para transplante de células tronco hematopoiéticas.




O procedimento consiste na retirada de células-tronco da própria medula óssea do paciente, qual fica congelada até a administração de drogas que destroem as células danificadas pela E.M. Após isso a células destruídas pelo sistema imunológico são substituídas pelas células-tronco. Testes feitos com 21 voluntários notaram melhora, sendo que nenhum deles teve piora nos 03 anos seguintes e 80% registrou melhora nos sintomas neurológicos. Tal intervenção é tida como uma chance de reinicializar um sistema imune muito tolerante, refratário às medicações imunomoduladoras da atualidade.


Riscos controláveis favorecem procedimento


Avanços nos protocolos médicos e de suporte ao procedimento de transplante de medula óssea em pacientes com Esclerose Múltipla têm contribuído para o sucesso e resultados positivos desse tipo de tratamento. Mesmo assim já se sabe que reações exclusivas em pacientes com E.M. podem somar-se às já esperadas toxicidades dos transplantes. E que as citocinas utilizadas para mobilizar células troncos podem induzir crises de E.M., sendo, contudo esta administração controlada em conjunto com a utilização de corticoides. 

Também é notado precoce surgimento e infecção urinária, síndrome de engrafment e vírus herpres, sendo, entretanto, rara aparição de secundárias enfermidades autoimunes. O crescimento da experiência nesse tipo de procedimento tem contribuído para a redução contínua dos riscos e gravidade de seus efeitos colaterais.

No geral os resultados extraídos dessa inovação são positivos e motivadores, considerando o benefício alcançado na melhora da doença e respectivos efeitos colaterais nos pacientes já submetidos a tal tratamento. Para confirmar o sucesso da inovação ainda é necessário que seja aplicado a um grande número de indivíduos, mas, considerando os resultados já alcançados, as expectativas são muito positivas.





Nanotecnologia


O avanço tecnológico em todas as esferas da vida é incontestável, e a medicina não fica de fora, basta lembrar o que significou o projeto genoma para a humanidade. O avanço, contudo, não se deu só no campo da pesquisa genética, mas o próprio avanço da engenharia influenciou na descoberta de novas formas de produção de componentes, medicamentos, procedimentos utilizando maquinários dos mais modernos. Em suma, a modernidade é percebida em todas as esferas de todos os segmentos da ciência, refletindo em resultados e inovações também na área médica. Assim também ocorreu com a Nanotecnologia, cuja aplicação inicial se deu na indústria tecnológica e cujo conceito se expandiu para outras áreas, como a da saúde.


>Prognóstico e Evolução da Esclerose Múltipla
>Esclerose Múltipla e Concurso Público


Com propriedade a ciência também tomou mão da nanotecnologia na batalha contra a Esclerose Múltipla. Estudos afirmam que através da nanotecnologia será possível controlar a guerra imunológica nos portadores da doença, evitando que alcance estados mais graves, por meio de materiais especiais e a administração de sua absorção pelo organismo, fazendo com que este aprenda a não estranhar nem atacar seu próprio tecido. Uma vez não havendo essa destruição da mielina, será possível evitar a evolução da patologia e aparecimento de novos sintomas.


Como funciona


A técnica consiste na união do antígeno da Mielina e uma nanopartícula biodegradável que irá administrar a reação autoimune, fazendo com que o organismo deixe de reconhecer o antígeno como agressor do organismo fazendo-o voltar ao normal. A Esclerose múltipla é um defeito no sistema imunológico, que faz com que em situações específicas este tenha sua defesa ativada contra a mielina, destruindo a camada protetora dos axônios , gerando os sintomas e sequelas característicos da doença. Cientistas afirmam que ao ligar a nanopartícula à mielina será possível controlar e normalizar o sistema de defesa, fazendo com que o organismo deixe de reconhecer o antígeno como agente inimigo.


Menor risco


Ao contrário das terapias atualmente utilizadas, a nanotecnologia não desliga todo o sistema imunológico, o que propicia o surgimento de outras doenças e infecções, até mais graves, como o câncer. Nessa nova abordagem a técnica prevê a orientação do sistema imunológico, direcionando-o para que volte ao normal. Sem dúvidas se apresenta como tratamento com reduzidos riscos e efeitos colaterais, agora é esperar para acompanharmos o desenrolar destas pesquisas e sua aplicação prática.


Vitamina D


Com nome consagrado de Vitamina D, mas que na verdade se trata de um hormônio, que é produzido quando da exposição da pele ao sol, esta substância já conhecida pela sua importância no fortalecimento dos ossos, já há muito tempo também leva o crédito pelos benefícios proporcionados a vários outros tecidos, especialmente ao sistema imunológico.

Entre as alternativas mais alardeadas no momento para o tratamento da Esclerose Múltipla está a Vitamina D. Não obstante sua aplicação para este fim tenha registro desde 1980. Muitas pessoas com intolerância aos efeitos colaterais das injeções de Interferon recorrem a tais vitaminas. Pacientes que querem se prevenir dos efeitos da ausência desta substância no organismo também tem procurado incluí-la no tratamento. A falta deste componente pode ocasionar cegueira, paralisia e outras incapacitações. Internacionalmente a vitamina D já é reconhecida como a solução para a E.M. e em nosso país já existem neurologistas renomados que acreditam que tal componente, em um futuro breve, será a solução para todas as patologias autoimunes.


Porquê Vitamina D


Pessoas com predisposição genética tem reduzido nível de vitamina D, além disso, o processo de transformação (hidroxilase) dentro das células do sistema imunológico e lento, o que colabora com o aparecimento de doenças autoimunes. Da mesma forma as chances de se portar E.M. é maior em quem o nível de vitamina D é baixo. A proposta do neurologista, especialista no assunto, Dr. Coimbra, professor da Universidade de São Paulo, é a elevação deste volume da vitamina. O que ainda não se sabe é a dosagem adequada para cada caso para que se tenha o resultado almejado. Uma vez que a intoxicação com tal vitamina é arriscada e pode demandar meses para curar, já que ela fica armazenada no decido gorduroso. Pacientes do Dr. Coimbra seguem uma dieta sem laticínios e periodicamente realizam exames para verificar os níveis de cálcio na urina e sangue.


Dosagem Personalizada

Justamente pelos riscos comentados não se deve auto-medicar com produtos disponíveis nas drogarias, uma vez que os níveis para aplicação nesse tipo de tratamento é bem superior aos medicamentos oferecidos no comércio. A vitamina D para este tipo de terapêutica deve ser elaborada em farmácias de manipulação, com fórmulas prescritas por profissionais competentes que acompanhe o tratamento do paciente e as dosagens adequadas a cada indivíduo.

Acredita-se que a não disseminação da utilização de vitamina D no tratamento da E.M. e outras doenças imunitárias se deve a falta de integração do neurologista comum com o que há de novo em tratamentos no mundo, ficando somente á mercê dos lançamentos da indústria farmacêutica. Especialistas, como Dr. Coimbra, entretanto, acreditam que em breve esse cenário irá mudar e todas patologias autoimunes serão tratadas a base de vitamina D sem efeitos colaterais. Como vemos, essa é uma grande notícia, não tão recente, mas por aqui ainda pouco difundida, que certamente nos remonta à novas oportunidades de lograr uma vida ao máximo normal. Antes de iniciar qualquer tratamento, fale com seu médico, ele lhe dará o melhor direcionamento.



Fonte: Literatura especializada disponível na Rede.

15 comentários:

  1. Olá Vania! Me chamo Simone, tenho 26 anos e a 4 anos tive os primeiros sintomas de esclerose multipla. Digo assim mas, meu diagnóstico ainda não foi fechado pelos médicos do H.C de Belo Horizonte, MG. Isso porque eles ainda estão em dúvida se é esclerose ou neuromielite óptica, o que não melhora muito. Os médicos do H.C são ótimos mas, confesso que sinto falta de um acompanhamento mais de perto, já que eu consigo consultar com o meu médico lá uma vez ao ano. É um pouco complicado pois é algo que mexe muito com o nosso psicológico. há 2 anos eu tomo a Azatioprina(3 ao dia), e já fiz duas pulsoterapia, sendo que uma foi em outro hospital e foi muito mal feita, pondo em risco a minha saúde. Bem, no momento eu estou afastada pois não tenho conseguido arrumar emprego, uma vez que a minha única experiencia é como Garçonete, e além do preconceito que eu já enfrentei, não tenho mais disposição, já que se exige muito do profissional esta área, tanto física quanto psicológica. O meu maior desejo, sempre foi trabalhar por conta própria, isso desde antes da doença se manifestar em meu organismo. Tenho certeza de que eu vou conseguir realizar, se Deus assim permitir. As vezes, eu penso em de me manter afastada mas, eu preciso dessa ajuda do governo pra seguir a aminha vida. Não tenho sequelas muito videntes e graves(graças a Deus), mas, assumo que preciso desse dinheiro e muitas vezes me sinto incomodada com isso. Sei que não deveria,pois não estou tirando nada que é meu direito mas, sabe como é que é; tem gente que não precisa e tem o benefício e não sente nenhum remorso, já quem precisa e tem o direito, se sente um pouco incomodado com a situação. Bom Vania, é isso. Espero que voce possa me mandar pelo menos um oi. Confesso que estou um pouco carente de atenção! Queria mesmo era isso, conversar, desabafar. Desde já eu agradeço a sua atenção. Tenha uma boa noite e obrigada pelo espaço!

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  2. Estimada Simone, agradeço sua presença no blog. Aproveito para pedir desculpas pela demora na resposta de sua mensagem. Eu tirei 30 dias de férias, retornando essa semana quando encontrei suas postagens.

    Respondendo seu comentário. É importante sim sua preocupação com seu tratamento e você não deve se sentir constrangida em exigir mais dos médicos do HC,uma vez que são profissionais pagos com dinheiro público ou que recebem algum benefício para nos atender.

    Eu também faço acompanhamento no HC e geralmente minhas consultas são de 04 em 04 meses. Você disse que apenas tem consulta 1 vez ao ano, pode ser que os médicos vejam seu estado muito estável por isso não marcam em menor tempo. De qualquer forma se você sente a necessidade de maior nr de consultas, acredito que os médicos do HC não terão nenhuma objeção em marcar pelo menos 2 vezes ao ano. Realmente os profissionais do HC de BH são atenciosos. Se você não se sente confortável com o profissional que lhe atende, basta solicitar na recepção marcar a próxima consulta com outro médico, e eles o fazem.

    Outra alternativa é você fazer um tratamento com um médico particular. É isso que eu faço isso justamente por ter um tratamento mais pessoal e adequado as minhas necessidades. O preço é bastante acessível e a médica é especializada em EM. Se desejar o contato eu lhe passo. Me preocupa a dúvida do HC se seu caso é EM ou Neuromielite. Já que existem medicamentos de EM que pioram a Neuromielite.


    Outra coisa importante, o CIEM de BH oferece apoio psicológico aos seus pacientes. Eu mesma fazia acompanhamento com o psicólogo chamado Luciano, um excelente profissional, cujo tratamento me ajudou em momentos difíceis a superar as lutas e dúvidas que nós portadores enfrentamos. Pela suas informações acredito que esse apoio com psicólogo também lhe ajudará nesse momento de decisões, dúvidas e batalha contra o preconceito. Para marcar com o psicólogo Luciano ou outro psicólogo que esteja atendendo no CIEM, você não precisa esperar a próxima consulta, basta ligar no próprio CIEM ou ir pessoalmente para solicitar um horário. Quando eles localizarem data na agenda farão contato com você para informar a data de início de tratamento. Eu tenho certeza que você gostará desse acompanhamento e lhe ajudará, assim como a mim ajudou. Aproveite esse recurso que o CIEM oferece, já que se fosse particular uma consulta com psicólogos do nível que existe no CIEM você pagaria no mínio 300 reais. Vale a pena usufruir de nossos direitos e da qualidade dessa instituição. Resposta continua no outro comentário.

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  3. Olá! Vânia e Simone, me chamo Tainara, tenho 26 anos e tive meu primeiro sintoma da EM em 2008, desde então, assim como vocês também realizo meu tratamento da EM no HC de Ribeirão Preto e tenho apenas uma consulta ao ano. Agora, estou no terceiro mês de gestação e minha consulta ficou agendada para daqui a dois anos, o que me preocupa de certa forma, esperava um pouco mais de atenção dos médicos que variam a cada atendimento (residentes), por morar na região norte não tenho muito acesso as informações de novos tratamentos e médicos, gostaria de contar com o apoio de vocês neste sentido.Forte abraço. tainara.abs@gmail.com

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  4. Olá Tainara, seja bem vinda ao Escleroceito.

    Bom, eu não sei no HC de Ribeirão Preto, mas acho que você pode tentar solicitar acompanhamento fixo. Por exemplo, aqui no HC de BH os médicos geralmente são fixos, basta informarmos o profissional de nossa preferência na secretaria que eles mudam. Os residentes só atendem na primeira consulta acompanhados com o médico chefe.

    Após isso eles direcionam para um médico fixo e mudamos se quisermos. Pelo menos foi isso que eu fiz. Mudei de médica logo no início do tratamento, apenas conversei na recepção do setor e eles me cadastram com outra médica que acompanhava meu tratamento permanentemente. Não sei como é atenção no HC de Ribeirão Preto, mas mesmo assim, não deixe de fazer valer seu direito de ser bem atendida.

    Tente conversar na secretaria/recepção do seu centro de tratamento, explique que você gostaria de ter consulta com um médico fixo, acredito que você conseguirá, conversado, tudo se ajeita, não custa nada tentar.

    Sobre a consulta daqui a 02 anos, acho preocupante, já que gestantes com E.M. precisam ser acompanhadas de perto. Se realmente a médica(o) não tiver agenda, ligue para o HC e procure saber os dias e horários que os médicos atendem pacientes de E.M. Sempre que vc sentir necessidade de uma consulta podes ir fora da agenda e informar para a secretária que vc está passando mal e precisa falar com a médica. E se na portaria perguntarem se vc está agendado diga que sim, que agendou por telefone e eles deixam entrar. Bom, pelo menos é isso que faço no HC de BH, quando preciso de atendimento fora do dia marcado.

    Lembrando que toda vez que aparecemos fora da data, temos que verificar espaço ou possibilidade de encaixe na agenda do médico. Como costuma ter espaço, alguém falta, geralmente dá pra ser atendido, mas costuma demorar, já que é colocado por último na fila, por motivos óbvios.

    Mas,como eu disse essa é realidade no HC de BH, não sei se se aplica totalmente ao HC de Ribeirão Preto. Mas a maioria das dúvidas e solicitações resolvi por telefone com o CIEM do HC. Você pode tentar conversar ou ligar para a secretária sobre como proceder nesse caso de precisar de consulta fora da data, principalmente por estar grávida. Com certeza ela vai lhe orientar a forma mais fácil de resolver. Pelo menos aqui, geralmente os profissionais do HC são muito atenciosos.

    Outra opção no HC é o pronto socorro do Hospital das Clínicas, geralmente fica ao lado do complexo hospitalar. Lá você poder ir sempre que precisar, não precisa ter cartão, basta falar que você faz acompanhamento no HC. Mas se tiver cartão melhor ainda, este é fácil fazer, sai na hora. Costuma ter médico de E.M. no pronto socorro, mas não é garantido. De qualquer forma é bom saber dessa alternativa em caso de emergência. Pelo menos da vez que eu fui, fui atendida mais rápido que nas consultas habituais, claro, é um pronto socorro. Mas dependendo do dia e horário pode não haver neurologista. Também por isso é bom ter outra opção de tratamento como a Santa Casa.

    Mas não fique calada, você precisa de atenção especial, por ter uma doença grave e por estar grávida, corra atrás, somos nós que pagamos pelo tratamento com nossos impostos, não fique constrangida em exigir seus direitos. Seu bebê vem aí e precisa de você bem cuidada e forte. Não deixe ninguém tirar de você esse direito.

    Outra alternativa, é você buscar tratamento em outro hospital. Em Minas o Santa Casa também tem centro de tratamento para portadores de E.M. É bom você pesquisar se existe essa opção em Ribeirão Preto também já que pode ser uma alternativa para você conseguir melhor atenção com menor prazo. Eu conheço portador que faz tratamento no Santa Casa e elogia bastante. Fica aí a dica, é bom ter contato/cadastro em todos hospitais que possa lhe fornecer atenção quando precisar. (continua abaixo..)

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  5. (continuando o comentário acima..)

    Então por favor, converse com a secretaria do setor de E.M. solicite mudar sua agenda para um médico fixo, e com menor prazo de espera devido, principalmente, a sua condição de grávida. Se você quiser, pode tentar resolver por telefone também, existem Estados que por telefone conseguimos agendar tudo nos centro de tratamento de E.M. Se ainda não tentou essas medidas, é a hora de tentar, não custa nada e é seu direito como cidadã e contribuinte.

    Uma outra coisa que eu gostaria de notar é quando aos procedimentos de parto, fique atenta, leve alguém para te acompanhar na operação. Existem portadoras que tiveram que tomar corticoide durante todo procedimento de parto qual teve que ser cesariana. Sugiro solicitar de sua neurologista por escrito orientações médicas ao obstetra. Entregue-o e fique com uma cópia. Já que, geralmente, médicos de outras especialidades, desconhecem os riscos da E.M. na gravidez, e quais protocolos a seguir para as portadoras. E, por outro lado, a cópia serve como prova, caso precise em algum momento.

    Infelizmente, seja no sistema de saúde pública ou privada, existem muitos profissionais negligentes, e acaba, que nós pacientes, temos que tomar as providências para eles, exigindo documentos, exames, etc. Pense em tudo, a maior interessada em seu bem estar e de sua família é você. E ninguém pode tirar esse direito, basta correr atrás, conversar e solicitar que conseguimos. E, principalmente, colocar Deus a frente, que as portas se abrem e tudo dá certo. Tenha fé.

    Estamos todos torcendo por você e seu bebê. Vai dar tudo certo! Se puder volte aqui comentando como foi o nascimento e se conseguiste melhor atendimento dos hospitais.

    Deus abençoe você e seu bebê.

    Vânia - Escleroceito

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  6. Boa noite Vania !!!
    Primeiramente, quero parabeniza-la pelo blog, que considero de muita valia para todos os portadores EM
    Meu nome é Valéria , em agosto de 2014 fui diagnosticada como portadora de esclerose múltipla remitente , através de um único quadro clinico ,pois perdi a força do lado direito , e em três dias já estava bem. Fiquei 15 dias de atestado, logo apos retornei ao serviço normalmente , em outubro iniciei o tratamento com fingolimode (Gilenya), e graças a deus estou bem , não tive nenhuma sequela e nem surto, considero que fui curada , confesso que muitas vezes não acredito neste diagnostico ,mas estou fazendo o tratamento , confiando em Deus , pois Ele é o Deus do impossível .Então , prestei um concurso publico dos meus sonhos, o qual já exercia através de contrato e planejava prestar antes do diagnostico, como não apresento sequelas , fiz pela vaga normal , enfim, fui muito bem aprovada , em breve serei convocada para fazer o exame médico , e estou com dúvidas?! pois recebi uma informação que caso eu falar a realidade sobre a minha doença e tratamento , estarei correndo o risco de ser considerada inapta , não concordo , pois estou ótima e desejo muito trabalhar , mas não sei o que devo fazer Sou uma pessoa honesta e sincera ,sempre estive de acordo com as legislações , não pretendo omitir , porém ao mesmo tempo não quero perder a minha vaga , a qual foram anos de lutas e estudo .Por favor , me ajuda o que devo fazer??? Caso eu omitir ,quais são os riscos ???
    Penso , que a justiça é muito falha , pois desejo trabalhar corretamente , nem entrei com vaga especial, apenas quero exercer o que almejei para a minha vida , engraçado que se falo a verdade e eles me considerar inapta , caso isto aconteça , posso entrar com processo para aposentar ,mesmo não querendo ,e ressaltando que não tenho sequelas , com certeza a pericia me considerara apta a trabalhar, muito "Contraditório" , porém o exame admissional pode me considerar inapta .Muito triste a nossa realidade ! Desde já, agradeço pelo apoio e dedicação !!! Que Deus te abençoe!!!

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  7. Olá, Boa tarde ! Também a parabenizo pelo Blog . Meu caso é parecido ao da Valeria. Fui diagnóstica com E.M em 2008. Já sou concursada efetiva em uma Secretaria Estadual a mais de 15 anos e fiz concurso para outra Secretaria do mesmo Estado e mesmo cargo só que o salário é diferenciado( Não consegui entender isso ainda, mesmo cargo, mesmo Estado e salário diferente) e estou com receio em declarar a doença na perícia médica e ser considerada inapta. Não sei o que fazer, estou desnorteada. Conto com sua opinião . Um forte abraço e fica com Deus !

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  8. Olá Pessoal,

    Acima recebemos o comentário de uma amiga, infelizmente ela não informou o nome, mas já agradeço a presença e participação no Escleroceito.

    Respondendo sua pergunta: Se você fez o concurso como candidata sem deficiência e levar laudo de uma doença crônica, quase 100% certo que não serás aprovada na perícia médica. Mesmo que você não apresente sequelas, o que geralmente se leva em conta é a expectativa de aposentadoria precoce e afastamentos, o que prejudica o funcionalismo público e onera os cofres Estaduais.

    Se você estiver bem, sugiro que tome posse do seu cargo, se esse é seu objetivo. E se mais adiante ficares debilitada (esperamos que não, claro), você terá direito a se aposentar no novo cargo para qual foste ora aprovada. Sem contar que a notícia que você é portadora de E.M. pode correr, e no seu emprego atual acabarem decidindo lhe aposentar agora, com um salário que talvez não seja o que gostarias, pois não terás os adicionais de um profissional na ativa. Se isso é bom ou não a avaliação e decisão é sua.

    Bom, eu estou lhe mostrando as possibilidades, mas não com certeza, já que vai depender do avaliador médico perito e dos responsáveis pela repartição pública.

    Aproveitando o assunto, é interessante perceber a costumeira dicotomia que sempre busca favorecer o poder público. Pois quando um portador de E.M concorre a vaga de deficiente é aprovado e leva exames para comprovar sua deficiência, esta costuma não ser reconhecida, já que aparentemente o portador está bem; o fator lesões que dificultam a rotina do portador não é considerado e a decisão da equipe médica parece mais empírica do que técnica.

    Já quando uma pessoa que trabalha há anos seguidos, presta um concurso de ampla concorrência, e na avaliação médica informa que porta uma doença grave crônica, aí o cenário muda.

    A equipe perita que reprovou o candidato a vaga de deficiente, portador de E.M, pelo fato de "não aparentar ter nenhum problema", eles próprios vão lhe reprovar na perícia médica ao saber que eres portadora da mesma patologia, mesmo que você também não "aparente" ter nenhum problema. Ou seja, se concorremos e passamos para vaga de deficientes, a perícia nos considera como não deficientes. Se concorremos a ampla concorrência somos reprovados por portarmos E.M. Qual o critério das decisões?

    Dessa atitude ambígua, só vejo uma explicação, a tentativa de esquivar-se veladamente de contratar candidatos com certas doenças, que podem levar a incapacitação e alijamento prematuro e repentino.

    A meu ver acredito que as instituições públicas poderiam ser menos hipócritas e deixar claro nos editais quais suas intenções, excluindo do certame quais patologias não serão aceitas. Mas eles nunca farão isso, já que se caracterizaria discriminação. Então, a forma menos conflituosa para se impedir o ingresso de "certos candidatos" é por meio da comissão médica julgadora.

    Espero que você medite bem e procure a saída mais segura e que lhe faça mais feliz. Desejo sucesso e parabéns pela aprovação no novo concurso.

    Que continuemos assim, sempre buscando mais, pois só morremos quando paramos..Viva a vida!

    Grande abraço,

    Vânia Regina - Escleroceito

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  9. Acima recebemos uma consulta da Valéria, qual agradecemos a participação no Escleroceito.

    O estranho é que a mensagem dela não apareceu nos meus avisos de comentários. Só hoje ao responder uma pergunta de ontem é que vi a consulta dela. Estou com problemas em receber os avisos. No novo site não haverá mais desses problemas.

    Respondendo a Valéria. Inicialmente parabéns pela aprovação no concurso que tanto sonhavas. Sua pergunta realmente é semelhante a da leitora acima.

    Se você informa sobre a E.M., corre o risco de perder a vaga pois a perícia não avalia só o momento atual, eles consideram as expectativas de sua produtividade na carreira.

    Para o setor público é melhor reprovar candidatos agora do que ter que pagar por uma nova realização de concurso para as vagas que ficaram vazias por possíveis afastamentos e aposentadorias. Então eles buscam o que é menos oneroso para as finanças públicas.

    Sobre você omitir, não acredito que você tenha que se molestar por isso, pois o problema não está em você, mas sim está na forma de avaliar o candidato, já que E.M. é uma doença crônica passível de administração, mas que padece de preconceito e falta de conhecimento.

    Infelizmente se você for esperar as pessoas entenderem a patologia, terá que abrir mão de muitas oportunidades. Não estou dizendo para você mentir. Estou dizendo para você não entregar seu destino nas mãos da doença e das pessoas que desconhecem nossa realidade.

    A doença se torna cada vez mais presente e real quando damos crédito a Ela. Acredite em Deus e na cura e você não estará omitindo. Se você está se sentindo bem, disposta, não tem sequelas, tome posse do seu sonho conquistado.

    Se você estivesse debilitada, com sequelas eu não lhe incentivaria, mas se você afirma estar com sua saúde sob controle e sem surtos, o melhor é aceitar as oportunidades da vida.

    Se você tentou passar nesse concurso anos a fio antes, e só conseguiu agora, é porque existe um motivo, e se justo agora, você abrir mão, você deixará de aprender o que esse novo caminho lhe ensinará. Isso é o que eu acredito e o que eu faria. Mas a decisão é sua, seus sonhos e objetivos você é quem sabe quanto lhe custaram. Pense bem, peça a Deus Ele lhe mostrará a melhor decisão.

    Até médicos não especialistas em E.M. parecem ver os portadores como pessoas não normais, existe um caminho muito longo a se percorrer para avançar na evolução do entendimento da doença. Mas estamos caminhando aos poucos para isso.

    Na atualidade busca-se o diagnóstico com RM quase de imediato, justamente no intuito de evitar a incapacidade da pessoa, e ela poder seguir sua vida no máximo da normalidade possível.

    Com essa atitude o Governo economiza com gastos da Previdência e os trabalhadores continuam contribuindo para a mesma, não onerando os cofres públicos.

    Hoje já temos promotor de justiça portador de E.M. que permanece na ativa. Com exemplos, vamos mostrando que somos capazes, tanto ou mais que a maioria.

    Pondere, ore e Deus lhe mostrará a melhor decisão. Mas nunca desista de seus sonhos porque alguém quer te enquadrar fora dele. A última palavra é de Deus.

    Parabéns e muito sucesso no seu novo desafio.

    Vânia Regina - Escleroceito.

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  10. Oi Vânia meu nome ė Carmem tenho 41 anos.Eu adorei seu blog fui diagnosticada com EM e a empresa me demitiu isso pode acontecer?

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    1. Olá Carmem, agradecemos sua presença e participação.

      Confesso que fico triste com esse tipo de atitude das empresas. O empregador não precisava lhe demitir, bastaria lhe encaminhar ao INSS para afastamento e posterior reabilitação ao mesmo emprego/função ou outra atividade/empresa, assim você não ficaria sem sua fonte de renda, até a definição do seu próximo trabalho ou extensão do afastamento. Infelizmente acredito que existe muita desinformação nas organizações ainda.

      Então..Se você conta com alguma sequela, que caracterize uma das deficiências listadas pelo INSS e Ministério do Trabalho, e está enquadrada no roll de deficientes da empresa, você não poderá ser demitida, a não ser que seja para ser substituída por outro deficiente com igualdade de condições.

      Por outro lado, caso a situação acima não se aplique a você, ainda assim você Não poderá ser demitida, exceto se houver comprovação que o desligamento não tem relação com o fato de ser portador de doença grave. Não obstante, mesmo diante de provas da não relação com a doença, os Tribunais tem considerado Indevida a dispensa de trabalhador com doença grave. Esse entendimento dos Tribunais trabalhistas fundamenta-se, principalmente, a partir da Lei 9025/95 e da Súmula 443 do Tribunal Superior do Trabalho.

      A demissão de um portador de doença grave caracteriza Assédio Moral, sempre quando há, no ambiente de trabalho, diferenciação no tratamento e intolerância quanto as diferenças de ritmo de trabalho e produtividade. Por isso a dispensa de um portador de Esclerose Múltipla, e demais doenças graves elencadas na Lei, pode ser considerada discriminatória pela Justiça do Trabalho, sendo passível de reintegração do emprego, indenização por danos morais e ressarcimento dos benefícios durante o prazo que esteve involuntariamente desempregada.
      [continua abaixo..]

      Excluir
    2. [..continuando aqui..]

      Pode-se notar em certas decisões de julgamentos que o entendimento dos Juízes é que a empresa não tem poder totalitário de demitir seus funcionários.

      Algumas jurisprudências entendem que a dignidade humana, saúde e bem estar do trabalhador, não discriminação e boa fé contratual são princípios constitucionais, quais não sendo respeitados configura arbitrariedade do empregador. Sendo esta refletida pelo culminar da demissão injustificada do empregado padecedor de fragilidade.

      Para um portador de doença grave ser demitido a empresa deve provar seu desconhecimento quanto a patologia do funcionário, bem como a não suspeita desta diante das faltas ao trabalho e mudanças na produtividade.

      Junto a essa prova o empregador deve apresentar provas técnicas que demonstrem outras razões para a demissão, como causas econômicas, técnicas, disciplinares.

      E mesmo que a empresa prove com toda documentação que o motivo da demissão não teve relação com a doença grave, e demonstre seu desconhecimento sobre, ainda assim o Tribunal Superior do Trabalho, considerará a súmula 443 favorável ao empregado, apenas por tratar-se de doença grave.

      Ou seja, mesmo que haja provas técnicas de demissão por não discriminação, a dificuldade de prova da discriminação por parte do trabalhador leva o TST a aplicar o dispositivo da Presunção da Dispensa Discriminatória. Assim será imputado o princípio da continuidade da relação de emprego, qual é favorável ao empregado.


      Para solucionar seu problema, Carmem, sugiro procurar o Tribunal Justiça do Trabalho de sua região, o atendimento é gratuito. Geralmente basta você comparecer ao local no horário de atendimento levando seus documentos, carteira de trabalho, todas as provas, desde se a empresa sabia ou não da E.M., quando foi avisada, ou, se não sabia, alguma prova de tratamento discriminatório se houver, algum aviso caracterizando ameaça de demissão devido as ausências para tratamento, pedidos de exames por parte da empresa, etc. Mesmo que não haja provas de discriminação a Jurisprudência tenderá a seu favor, conforme explicado acima.

      Na verdade, geralmente, a primeira conversa na Justiça do Trabalho você irá contar sua história a assistente jurídica do setor, informar sua demanda (reintegração do emprego, danos morais, pagamento dos benefícios desde a demissão) mostrar as provas que possui e ela poderá marcar ou não um novo dia para redigir sua intimação, irá depender se sua documentação estiver completa.

      Uma vez a Justiça do Trabalho emitindo sua intimação é só aguardar em casa sua cópia com a data da audiência, levar testemunhas se tiver. O processo na Justiça do Trabalho costuma ser rápido e a decisão geralmente é favorável ao trabalhador quando há provas. Principalmente nesses casos como o seu, onde tudo leva a uma dispensa discriminatória, qual lhe garante o direito a reintegração do emprego e demais ressarcimentos.

      Acredito que você não terá dificuldades nesse processo, mas se houver, poderá apelar nos tribunais superiores. Mas acredito que ganharás na primeira instância, e assim vamos torcer! Se preferir tens a opção de contratar um advogado, mas inicialmente não vejo necessidade, porém a decisão claro é sua.

      Acredito que em breve estarás de volta ao seu emprego e com suas indenizações pagas. Se possível, volte aqui no blog para nos contar como foi o desfecho do seu caso. O relato das pessoas batalhando pelos seus direitos ajudam a conscientização dos nossos direitos e mostra que a Justiça ainda funciona em nosso país.

      Que Deus a abençoe em todos seus caminhos e a oriente.

      Abraços,

      Vânia Regina - Escleroceito

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  11. Boa noite Vânia meu nome é Lucas sou diagnosticado como portador de EM desde fevereiro de 2015 o tratamento foi iniciado em 08 de abril de 2015 (rebif), porém vinha apresentando problemas isolados desde 2011, sendo estes dores na coluna lombar associados a hérnias de disco, posteriormente cefaléia acompanhada das dores na coluna culminando em 2013 com um quadro agudo de depressão, em março de 2014 tive uma forte dor na coluna cervical, a qual foi tratada como uma inflamação, porém diante do quadro de dores procurei um neurocirurgião, enfim fiz ressonância da cervical onde se observou uma lesão desmielizante, sendo que neste ano fiz ainda umua ressonância do neuroeixo e exame de licor onde se confirmou a EM.
    Bem tenho 41 anos lesões em ambos os hemisférios cerebrais, lesão na medula cervical e lesão irreversível na medula torácica estou ciente que tenho um mal prognóstico da doença, pois já apresento sequelas na marcha do lado esquerdo, além de fraqueza no braço esquerdo, espasmos nas mãos, dores,entre outros.
    Tive de 2015 para cá dois surtos bem distintos, sendo que no primeiro houve uma melhora rápida e pouca sequelas, já o segundo com um intervalo de quatro meses paralisou três dedos da mão esquerda que depois voltaram a se mover, contudo esse surto deixou mais acentuada as sequelas havendo uma pequena melhora, porém somente após muita fisioterapia, e hoje as sequelas permanecem em maior grau em relação ao primeiro surto.
    Meu médico considera minha incapacidade na escala edss de 3 a 3,5.
    Após todas essas informações vem a pergunta: sou funcionário público à 14 anos no momento respondo a um processo administrativo exoneratorio, eu posso ser exonerado apesar da EM e ser meu trabalho a fonte de renda que mantém efetivamente minha família, convênio, fisioterapia, medicamentos não fornecidos????
    Esclareço que já estou em demanda para aposentadoria por invalidez com a fazenda pública de São Paulo.
    Para finalizar (até que enfim) seu blog é uma fonte de informação e conhecimento para nós portadores de EM, o acompanho desde que fui diagnosticado e fico feliz por ver seu compromisso para conosco espero poder contribuir de alguma maneira para com outros portadores, já venho fazendo isso na fisioterapia incentivando e apoiando outros pacientes neurológicos
    Muito obrigado

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    Respostas
    1. Olá Lucas, agradeço sua presença e participação no meu blog.

      Como servidor ocupante de cargo público de provimento efetivo você conta com estabilidade. Esta só será perdida cinco situações, segundo o Art 41 da Emenda Constitucional de 1998:


      1) quando extinto ou declarado desnecessário o cargo conforme o art. 41, §3º;
      2) por demissão;
      3) por exoneração a pedido do próprio servidor;
      4) por exoneração motivada
      5) por iniciativa da Administração Pública quando apurada insuficiência de desempenho (art. 41, §1º, III) ou ainda (2) para cumprimento dos limites de despesas com o funcionalismo público, mediante ato normativo motivado, segundo os ditames do art. 169, da CF.


      Não existe dispositivo que dê estabilidade de emprego a pacientes com E.M. Mas uma empresa ou órgão público que dispense um trabalhador com E.M. terá que provar que o motivo da demissão/exoneração independe da presença da doença ou de qualquer preconceito. Ela terá que provar que as razões são técnicas ou econômicas. No seu caso, essa prova pode ser o processo exoneratório, se este cumprir a legalidade.

      No seu caso, como você é funcionário público há 14 anos, e iniciou os sintomas em 2015.
      Você não informou a data do processo exoneratório. Mas se este foi após o diagnóstico da E.M. você pode usar os laudos e exames para alegar influência de depressão originada daquela doença como um dos fatores motivantes da eventual infração.

      Sendo o processo de exoneração posterior ao diagnóstico você pode alegar também preconceito e discriminação, sem ônus de prova, devido a dificuldade de consecução da mesma. Porém se tiver algum email que prove tratamento diferenciado, será de grande importância a seu favor.

      Além disso, se você tem registro de tratamento de depressão da época da impetração do processo, pode tentar usar seus comprovantes deste tratamento como defesa contra a exoneração.


      Processos administrativos e de exoneração costumam demorar e caber vários recursos. Você pode conseguir aposentar por Invalidez por E.M. antes do trânsito em julgado.

      Se você tiver provas pode alegar influência da E.M. e da depressão nas suas ações que geraram o processo exoneratório. E no fim acabar anulado o processo, se assim o Juiz decidir.


      O legislação previdenciária dos servidores estatutários prevê aposentadoria compulsória aos trabalhadores afastados por Esclerose Múltipla após no máximo 24 meses. Mas é possível conseguir a aposentadoria por Invalidez antes desse prazo, se a Perícia médica assim o definir. Ou via processo Judicial.

      O seu caso é mais delicado, precisa ser avaliado de perto por um advogado de sua confiança para extrair as possibilidades do seu histórico, e usá-las a seu favor no processo de exoneração e na aposentadoria.

      Espero ter contribuído. Se puder volte aqui para nos contar como resolveu sua questão. Será de grande valia para esclarecer mais leitores do blog.

      Estamos torcendo para que dê tudo certo para você Lucas e que logo seu processo de aposentadoria esteja julgado a seu favor.

      Grande abraço e que Deus lhe abençoe e fortaleça.

      Vânia Regina - Escleroceito

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  12. Prezada Vânia Cristina, boa tarde !!!
    O meu nome é Rossini Fajardo - 52 (Rio de Janeiro) minha esposa Andréa Fajardo - 53 é portadora EM diagnosticada em maio de 2014 como ADEM e apos um ano e meio evoluiu para EM (com bastante sequelas).
    Gostaria de parabenizá-la pela sua iniciativa e atitude em ajudar as pessoas.
    Graças a Deus conseguimos uma liminar na justiça e os medicamentos são fornecidos pelo plano de saúde.
    Á Andréa faz tratamento (particular) com RITUXIMAB (pouco efeito colateral, porem muito caro)) prescrita pela Dra. Prof. PHD. Soniza Alves Leon, ela administra um centro de pesquisa da doença na UFRJ com cooperação de vários países (Alemanha, Canada e outros), com a descoberta da origem da EM (Mutação genética de uma determinada célula) deveremos ter novidades nos próximos 10 anos.
    Agradeço a Deus por existir pessoas como você!!!

    Ainda estou me adequando a nova realidade de vida.

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